Relembre: A Escrava Isaura (1976)!
Um dos maiores sucessos do país, A Escrava Isaura foi uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo, exibida entre 11 de outubro de 1976 e 5 de fevereiro de 1977, às 18 horas. É uma adaptação do romance A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães, feita pelo novelista Gilberto Braga, tendo 100 capítulos. Devido ao sucesso, Escrava Isaura já foi reapresentada cinco vezes: a primeira entre 29 de agosto de 1977 e 16 de janeiro de 1978, às 13h30 horas; na segunda vez, compactada em trinta capítulos, sendo reapresentada às 18h00 horas entre dezembro de 1979 e janeiro de 1980; a terceira vez, dentro do programa matinal TV Mulher, a partir de setembro de 1982; a quarta, somente para o Distrito Federal, num compacto em 1985, às 20h30 horas, logo após o Jornal Nacional, num horário em que no resto do país era exibido o Horário Eleitoral Gratuito; e a quinta num compacto apresentado em 1990, como a última atração dentro do Festival 25 Anos. Foi a telenovela brasileira que mais viajou pelo mundo, exibida em mais de cem países, e a primeira a ser exibida na Rússia. A obra literária de Bernardo Guimarães foi escrita originalmente em 1875, sendo adaptada pra TV em 1976 pela Rede Globo e em 2004 pela TV Record (a segunda vez não obteve muito sucesso). A história se passa nos "primeiros anos do reinado de D. Pedro II", inicialmente em uma fazenda em Campos dos Goitacazes (RJ). Isaura, escrava branca e bem-educada, é assediada pelo seu senhor, Leôncio, recém-casado com Malvina. Isaura se recusa a ceder aos apelos de Leôncio, como já fizera, no passado, sua mãe, que, por ter repelido o pai de Leôncio, fora submetida a um tratamento tão cruel que, em pouco tempo, morrera. Para forçá-la a ceder, Leôncio manda Isaura para a senzala, trabalhar com as outras escravas. Sempre resignada, suporta passivamente o seu destino, porém, não cede a Leôncio, afirmando que ele, como proprietário, era senhor de seu corpo, mas não de seu coração. No entanto, seu pai, ex-feitor da fazendo, consegue tirá-la de lá e foge com ela para Recife. Lá, Isaura usa o nome de Elvira e vive reclusa numa pequena casa com seu pai. Então, conhece Álvaro, por quem se apaixona e é correspondida. Vai a um baile com ele, onde é desmascarada e reconhecida. Álvaro, ainda que surpreso, não se importa com o fato de ela ser uma escrava e resolve impedir que Leôncio a leve de volta, inclusive tentando comprá-la. Mas não consegue convencer o vilão e este leva Isaura de volta ao cativeiro na fazenda. Leôncio está praticamente falido e, com o objetivo de conseguir um empréstimo do pai de Malvina, consegue se reconciliar com a mulher, afirmando que Isaura é quem o assediava. Então, para punir Isaura, Leôncio manda que ela se case com Belchior, jardineiro da fazenda. Entretanto, Álvaro descobre a falência de Leôncio e compra a dívida dos seus credores, tornando-se proprietário de todos os seus bens, inclusive de seus escravos. No dia do casamento de Isaura, antes que se celebrasse a cerimônia, Álvaro aparece e reclama seus direitos a Leôncio. Vendo-se derrotado e na miséria, Leôncio suicida-se. Tudo termina, portanto, com a punição dos culpados e o triunfo dos justos. Inesquecível história, inesquecível novela. Vale à pena relembrar algo de enorme sucesso mundial.

Autor: Airton Guites